Imagens vetoriais são definidas por equações matemáticas — curvas de Bézier, arcos e primitivas geométricas armazenadas como instruções, não como pixels. O arquivo descreve como desenhar a forma, e o renderizador resolve isso em tempo real para qualquer resolução de saída.
Em SVG, cada elemento é um nó DOM acessível via getAttribute e setAttribute. Em PDF/EPS, as instruções seguem um modelo de stream de operadores (moveto, curveto, fill). Isso torna o formato intrinsecamente escalável: ampliar 4000× não degrada nitidez porque não há amostragem discreta envolvida.

Imagens matriciais (bitmap) armazenam informação como uma grade bidimensional de pixels — cada célula contém valores numéricos de canal de cor (ex: R, G, B, A em 8 bits por canal = 32 bits por pixel). A qualidade da imagem é fixada no momento da exportação: a resolução em pixels por polegada (DPI/PPI) determina o nível de detalhe disponível.
Ao ampliar além da resolução nativa, algoritmos de interpolação como nearest-neighbor, bilinear ou bicubic estimam valores para os novos pixels — gerando o artefato de pixelação ou borrão característico. Formatos com compressão com perda como JPEG aplicam a Transformada Discreta de Cossenos (DCT) por blocos de 8×8, descartando informação de alta frequência irreversível.